Fazenda precursora do gado Indubrasil expõe animais na Faive

Pela primeira vez na Feira Agropecuária e Industrial de Presidente Venceslau, o gado Indubrasil da Fazenda Cassu, localizada no município de Uberaba (MG), é colocado em exposição nos pavilhões do recinto “Alfredo Ellis Netto”. Dez cabeças de gado foram trazidas pelo pecuarista Rodrigo Caetano Borges, integrante da família precursora da raça no país.

O processo de seleção foi iniciado com o bisavô de Rodrigo, que viajou para a Índia em busca de animais das raças Nelore, Guzerá e Gir para realizar o cruzamento. “Meu bisavô ficava três anos na Índia, escolhendo gados como os zebus próprios,

Nelore, o Guzerá e o Gir. Ele trouxe esse gado, foi fazendo a cruz para chegar ao gado que ele achava ideal, chegando ao Indubrasil”, contou Borges, lembrando também que a criação do gado Indubrasil é feita desde 1906 no país, com a introdução do primeiro biotipo, sem nenhum registro na época.

Em relação ao animal, trata-se de raça com dupla aptidão, sendo tão bom para a produção de leite quanto para a carne. "É um gado hoje que ganha muito peso, é um gado muito manso e, com o cruzamento com o gado leiteiro, a vaca dá muito leite e o bezerro, você o desmama muito pesado, muito mais pesado que o girolando normal", explicou o pecuarista, ressaltando que o cruzamento que forma a raça Induholando já está sendo registrado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

No que diz respeito ao mercado, a representatividade da raça Indubrasil chegou a atingir a marca de 80% do mercado nacional nas décadas 40 e 50, segundo Borges. Após este período, uma queda foi constatada devido aos defeitos que raça apresentava na época. Com a correção destes erros na genética, a comercialização do gado Indubrasil está em expansão. "Atualmente, estamos em expansão novamente, tanto no Brasil como no exterior, na América do Sul, América Central e Ásia. Já no Brasil, temos gado no Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e no Nordeste, este um dos maiores criatórios, pois é um gado rústico e que aguenta bastante seca. A rusticidade do Indubrasil buscou isso. Em regiões difíceis, com menos acesso de água e menos chuva, ele se adapta melhor que as outras raças", justificou.

Os animais seguem em exposição na feira até o próximo domingo (11), último dia de Faive. Questionado a respeito do evento, Borges aproveitou para elogiar a organização e o recinto de exposições. “É a primeira vez que estou em Presidente Venceslau, fui convidado pelo presidente Wagner Bueno. A feira me surpreendeu pela qualidade dos pavilhões, pelo povo, pela estrutura, pela receptividade, por tudo. Estou muito satisfeito e até muito surpreso pela qualidade do gado Nelore que está aqui. Pretendo voltar no ano que vem”, afirmou.

As informações são do Eduardo Maduro/Assessor de Imprensa – Faive.

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