Polícia Civil de Venceslau e região cumpre nesta quinta-feira 38 mandados de prisão

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau e com apoio de outras unidades territoriais, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (03), a Operação Blackjack para cumprir 38 mandados de prisão. As prisões e buscas estão relacionadas à investigação, de mais de três meses, da “Sintonia da Rifa”, estrutura criada por uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.

As diligências realizadas por 130 policiais civis nas cidades de Caiuá, Pacaembú, Tupi Paulista, Martinópolis, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Santo Anastácio, Candido Mota, Birigui, Penápolis, Mirandópolis, Pereira Barreto e Valparaíso visam dar cumprimento a 11 (onze) mandados de Prisão Preventiva, 01 (um) mandado de Prisão Temporária e 26 (vinte e seis) mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Presidente Venceslau.

Em Presidente Venceslau, a operação contou com o apoio da Polícia Militar, representada por 03 equipes da Força Tática, 3 equipes do BAEP e 1 equipe do canil.

A investigação teve como ponto de partida a identificação de um indivíduo, morador de Presidente Venceslau, cuja atuação está vinculada a mencionada organização criminosa, exercendo a função de controle e distribuição de números de loteria ilegal denominada “Rifa” ou “RF”. A distribuição é feita a faccionados responsáveis pela venda de cartelas em municípios do interior paulista na “Regional 018” e a arrecadação dos respectivos valores, é em benefício do crime organizado.

As investigações promovidas pela Polícia Civil indicaram a efetiva atuação da célula criminosa voltada à difusão da loteria ilegal e ao comércio ilícito de drogas na região.

Sintonia da Rifa
O “Setor da Rifa” ou “RF” na estrutura da organização criminosa é uma fundamental fonte de recursos financeiros para manutenção dos seus ideais, principalmente em auxílio à atividade de domínio do narcotráfico, aumentando, em última análise, o poder econômico-financeiro do crime organizado.

Estima-se que a cada edição de sorteio da rifa, normalmente realizada bimestralmente, a organização criminosa confecciona e comercializa, em média, 60.000 (sessenta mil) números, ao custo individual de R$ 40,00 (quarenta reais), gerando uma receita bruta de aproximadamente R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais).

Os prêmios ofertados a cada sorteio são imóveis, apartamentos ou residências, veículos e valores em espécie.

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