Celebrações religiosas: longe, mas perto

Um dos reflexos que a pandemia do novo coronavírus trouxe foi a proibição de realizar celebrações religiosas em alguns locais do mundo.

E, como um dos exemplos, foi daí que veio o desafio da Igreja Católica: como estar longe, mas perto ao mesmo tempo?

Pensando nisso, em um dos lugares mais afetados do planeta, para não dizer o maior atualmente, o padre italiano Giuseppe Corbari iniciou um movimento em meio às missas feitas virtualmente: solicitar fotos dos fiéis e familiares para que pudessem ser impressas e espalhadas pela igreja física, sobretudo nos bancos, onde as pessoas deveriam estar.

A ação ganhou repercussão no mundo todo e até mesmo na região de Presidente Prudente, com exemplos emocionantes no enfrentamento ao triste cenário atual.

Um dos casos prudentinos é a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a Maristela, com as missas celebradas pelo padre Rodrigo Gomes.

A partir da ideia das fotos, ele conta que teve uma surpresa, uma vez que aproximadamente 800 imagens têm sido recepcionadas diariamente.

E não só fotos, mas também preces, peças de roupas, enfim, qualquer coisa que possa simbolizar a intenção humana.

“Mesmo não estando fisicamente presente, estamos juntos em oração”, completa o sacerdote, ao salientar que as celebrações são feitas diariamente, online, com uma média de 1 mil pessoas acompanhando. Ele não deixa de dizer que a paróquia em si já possuía uma estrutura para realizar essas missas de forma virtual, sendo assim, e em vista da necessidade do momento, é o que tem sido programado e feito com os fiéis que a cercam.

QUARENTENA E QUARESMA
Fiéis esses que hoje estão em quarentena, em isolamento social. E por quarentena, também pode-se remeter a outro período que a Igreja Católica passa: A Quaresma. Ambos colidem na intenção de se resguardar. E o que mais tem em comum? O padre Helitom Bigas, da Paróquia São José, também de Prudente, explica:

“Quaresma é esse tempo em que a gente é chamado a viver o tempo deserto da nossa vida. E deserto é um momento que a gente vive no qual os recursos do homem, as forças humanas, não são suficientes. E se não são suficientes e não bastam, só nos resta confiar.

Então, nada melhor que termos esse momento para as pessoas repassarem fotos e suas preces, a fim de ter a confiança abastecida”.

Mesmo que numa proporção menor, ele garante que os fiéis da paróquia têm comparecido com imagens e a fidelidade de acompanhar as celebrações pela internet.

Mas esses atos não se resumem às unidades prudentinas. Em Tarabai, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a comunidade religiosa também tem se mobilizado.

O padre Luciano Rodrigues, à frente do local, reafirma que foi o meio que encontraram para alimentar a fé.

“Não tem tristeza maior para um padre do que olhar a igreja vazia e celebrar a missa para uma máquina. Mas é o que precisamos fazer nesse momento”, lamenta Luciano.

Porém, felicita a participação dos fiéis e o empenho em tentar passar por esse momento de forma menos caótica possível, “mas com fé e amor pelo próximo”.

As Informações são do Jornal O Imparcial

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