Detentas começarão a confeccionar máscaras de prevenção ao coronavírus na próxima semana em Tupi Paulista

Na próxima semana, mulheres que cumprem pena na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista começarão a produção de máscaras de proteção descartáveis que serão utilizadas na prevenção ao coronavírus.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), as máscaras serão vendidas a preço de custo.

A previsão é de que sejam produzidas, em todo o Estado, 33 mil peças por dia nas fábricas adaptadas especialmente para isso e nas quais trabalharão cerca de 250 presos de diferentes regiões paulistas, de penitenciárias femininas e masculinas.

Em Tupi Paulista, os trabalhos contarão com o envolvimento de 40 presas.

As fábricas tiveram seu parque adaptado para a confecção das máscaras. As oficinas foram higienizadas e foi criado um protocolo de higiene pessoal e ambiental com base em padrões hospitalares para garantir a limpeza das peças, feitas em TNT duplo.

A diretora da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, Adriana Alkmin Pereira Domingues, acrescenta que todos os equipamentos de proteção individual utilizados pelas reeducandas serão descartados sempre que se retirarem da fábrica.

“Já adaptamos o local com tudo que fosse necessário para seguir os protocolos de higiene e trabalharemos em escala de produção. Inclusive, já estamos recebendo diversas ligações de órgãos interessados na aquisição dos produtos”, completa.

Ainda segundo a SAP, as máscaras confeccionadas pelos presos servirão para uso em procedimentos simples (não-cirúrgicos).

De acordo com dados disponibilizados pela SAP, a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista tem capacidade para 718 presas e conta atualmente com uma população carcerária de 675 mulheres.

A unidade também conta com uma Ala de Progressão Penitenciária, que possui capacidade para 72 e possui 140 detentas na atualidade.

As Informações são do G1/ Presidente Prudente

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