Nuvem gigante de fumaça assusta moradores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Uma nuvem de fumaça encobriu cidades do Centro-Oeste na manhã desta quinta-feira (13). O principal motivo é a atual situação do Pantanal. O bioma, localizado em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, enfrenta o maior volume de queimadas nas últimas décadas. A piora das condições ambientais, que costuma vir acompanhada de aumento de problemas respiratórios e de saúde na população, agora se soma também à pandemia de coronavírus.

A região Centro-Oeste foi uma das últimas a serem duramente afetadas pela covid-19 no Brasil. Em julho, a nova doença cresceu em diversos Estados da região que antes figuravam entre os menos atingidos pelo novo coronavírus, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Hoje, a região é a segunda com maior incidência de casos a cada 100 mil habitantes — 2.044,1 —, atrás apenas do Norte (2.517,7 casos a cada 100 mil habitantes).

Incêndio
Em Cuiabá (MT), um incêndio de grandes proporções, nas margens da Rodovia Helder Cândia, conhecida como Estrada da Guia, piorou a situação.

As chamas começaram na tarde de quarta-feira (12), em uma área de Cerrado (outro bioma regional), e logo se alastraram.

Os bombeiros conseguiram conter o fogo somente na manhã do dia seguinte, justamente quando as chamas, associadas aos efeitos das queimadas no Pantanal, levaram fuligem e fumaça para a capital mato-grossense e regiões vizinhas.

Em toda a região Centro-Oeste, o número de focos de incêndio detectados neste ano é 20% superior ao registrado entre janeiro e 12 de agosto de 2019.

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