Ministério Público de São Paulo faz operação contra lideranças do PCC

O Ministério Público de São Paulo deflagrou, na manhã desta segunda-feira (14), a operação Sharks contra lideranças da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de prisão e 40 mandados de busca e apreensão, todos no Estado de São Paulo.

Segundo o MP-SP, o objetivo da operação é a prisão dos criminosos que assumiram o controle da facção, depois que os principais chefes foram transferidos para presídios federais, em fevereiro de 2019.

A operação é coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), com apoio da Polícia Militar.

De acordo com o MP-SP, as provas colhidas revelaram que a cúpula do PCC movimenta mais de R$ 100 milhões anualmente, quantia decorrente do tráfico de drogas e da arrecadação de valores de seus integrantes.

As investigações, conduzidas por uma força-tarefa composta por 8 promotores de Justiça e agentes do Gaeco, foram iniciadas no 1º semestre de 2019.

O MP-SP diz ainda que a apuração a sucessão entre suas principais lideranças.

Até as 9h30, cinco pessoas tinham sido presas, sendo quatro homens e uma mulher. No litoral paulista, um dos alvos morreu durante confronto com a polícia na Praia Grande. Na ação, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionado após serem encontrados explosivos no endereço do suspeito.

Os presos e os objetos apreendidos devem ser levados para a sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), no Centro da capital paulista, mas devem ser transferidos para presídios de segurança máxima na região de Presidente Prudente (CRP de Presidente Bernardes e Penitenciária 2 de Presidente Venceslau) ainda nesta segunda.

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