Pandemia intensifica a prática do voluntariado entre presos e funcionários

No período de pandemia, em que algumas oficinas de trabalho e atividades externas permanecem suspensas nos presídios da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), reeducandos e servidores focam parte do tempo em ações voluntárias. Eles têm ajudado famílias carentes e idosos mantidos em asilos de São Paulo.  Somente em 19 presídios subordinados à Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste) foram mais de 3 mil peças de roupas arrecadadas, além de cestas básicas, alimentos e itens de higiene, como fraldas geriátricas, por exemplo.   

Em Presidente Bernardes, presídio de segurança máxima, agentes penitenciários reuniram 510 peças de roupas e quase 150 quilos de comida para pessoas assistidas pelo fundo social de solidariedade local. Em campanha do agasalho, o Centro de progressão Penitenciária de Pacaembu (CPP) também arrecadou 909 peças de roupas para a Assistência Social Mariana de Pacaembu, com destaque para a Penitenciária do mesmo município, que doou 1.200 vestimentas à mesma instituição beneficente, além de 120 kg de alimentos e 360 fraldas geriátricas ao Lar dos Idosos de Pacaembu. Outro destaque vai para o Centro de Detenção Provisória I de Pacaembu, com 148 kg de alimentos e itens de higiene. No total, somadas às ações das demais unidades da região, foram mais de 3 mil peças de roupas doadas.  

Demais doações na região Oeste 
Penitenciária de Caiuá - 12 cestas básicas à assistência social do município;  

Penitenciária de Flórida Paulista - 81 peças de roupa ao Fundo Social de Solidariedade e alimentos em prol do asilo de idosos da cidade); 

Penitenciária de Florínea – cerca de 100 itens entre bolachas e leite para a Associação Voluntária de Combate ao Câncer de Assis;  

PI de Lavínia - 60 peças de roupas para o fundo social local;  

PII de Lavínia – roupas diversas para o Centro de Referência da Assistência Municipal;  

PIII de Lavínia - 148 roupas e diversas caixas de alimentos para Associação de Promoção e Assistência de Lavínia - APAL e Associação Mirandopolense de Assistência aos Idosos - AMAI);  

Penitenciária de Lucélia - 172 roupas à Associação de Voluntários de Apoio aos Portadores de Câncer de Lucélia – Avapoc;  

Penitenciária de Martinópolis – 212 peças de roupas à Comunidade São José da Igreja Católica;  

Penitenciária de Osvaldo Cruz - 8 cestas básicas a famílias carentes; 

Penitenciária de Presidente Prudente – 147 peças de roupas à Liderança Comunitária do Conjuntos Habitacional João Domingos Neto do município; 

Penitenciária de Riolândia – 212 Litros de leite à Santa Casa de Misericórdia de Votuporanga; 

Centro de Detenção Provisória de Caiuá – 70 peças de roupas à Paróquia São Jerônimo Emiliane de Presidente Epitácio; 

Centro de Detenção Provisória II de Pacaembu – 70 kg de alimentos à Assistência Social Mariana de Pacaembu; 

Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto – 08 caixas de mantimentos à Defesa Civil municipal; 

Centro de Progressão Penitenciária de São José do Rio Preto – Agasalhos, itens de higiene e limpeza à Associação e Oficina de Caridade Santa Rita de Cássia e ao Lar de Idosos Engenheiro Schimidt. 

Outras regiões do Estado 
No interior do Estado, o tricô já faz parte da rotina do Centro de Ressocialização Masculino de Araraquara. Ali, reeducandos fizeram 120 toucas para aquecer os idosos de entidades da região. Treze detentos estiveram envolvidos na linha de produção. O material de ‘trabalho’ – lãs e agulhas – foi viabilizado pelos funcionários. O ato de tricotar tem ajudado a preencher o tempo ocioso de parte da população prisional em tempos de Coronavírus e a colaborar com o próximo.  

Na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, presas com aptidão para corte e costura fizeram 7 mil máscaras de pano. Desta vez, em um gesto de solidariedade às demais reclusas, para que ganhassem um reforço na prevenção à Covid-19, além das máscaras fornecidas rotineiramente pela Pasta.    


Ainda na capital, desde março deste ano, os funcionários já arrecadaram mais de duas toneladas de alimentos, produtos de higiene e de limpeza para instituições filantrópicas e religiosas. Além disso, cobertores, roupas e brinquedos foram destinados à crianças e portadores de necessidades especiais assistidos por associações como o Lar Ternura, localizado na zona oeste.  

Na Feminina de Mogi Guaçu, as arrecadações também tiveram a participação das reeducandas. Este ano, foram arrecadadas 1.570 mil peças, e doadas para o Albergue Espírita Vinha de Jesus. Na Penitenciária Feminina de Tremembé II, as presas fizeram bolsinhas para que as máscaras fossem guardadas para que não ficassem expostas. 

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