Campanha contra poliomielite é prorrogada até 30 de novembro no estado de São Paulo

A campanha de vacinação contra a poliomielite foi prorrogada até o dia 30 de novembro em todo o estado de São Paulo após atingir apenas 52,4% da meta de imunização de crianças. Essa é a segunda prorrogação da campanha que iria terminar em 13 de novembro.

Para garantir a prevenção contra a poliomielite (paralisia infantil), pais ou responsáveis por crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem levar os pequenos para receber a “gotinha” (vacina oral), inclusive as que estejam com a carteira de vacinação em dia.

No Estado, ainda é necessário proteger 1 milhão de crianças para alcançar 95% do público-alvo definido na campanha, que totaliza 2,1 milhão. Por enquanto, foram vacinadas apenas 1,1 milhão de crianças, atingindo uma cobertura de 52,4%.

A doutora Helena Santo, coordenadora do programa estadual de imunização reforça a importância da vacinação. “Nós não temos mais paralisia infantil no Brasil há muitos anos, no entanto, dois países, o Afeganistão e o Paquistão o vírus da poli continua circulando. Por isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde é que os países ainda não parem de aplicar a vacinação”

Ainda segundo a Secretaria de Saúde, a campanha de multivacinação também foi prorrogada até dia 30 de novembro.

O objetivo da medida, segundo a secretaria, é aumentar a cobertura vacinal e atualizar as cadernetas de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos.

Na campanha de multivacinação, o foco é atualizar mais cadernetas, aplicando doses de vacinas importantes e que podem estar pendentes, garantindo assim a devida proteção contra os vírus que circulam no território e podem provocar cerca de 20 doenças.

“Com a pandemia ao invés de chegarmos a 95%, as coberturas vacinais estão em torno de 75% a 80%. Então, esse é um momento importante também para atualizarmos a vacinação”, afirmou Helena Sato.

Campanha de multivacinação
Os pais ou responsáveis devem levar as crianças a um posto de saúde com a carteira de vacinação em mãos para que um profissional avalie quais doses que devem ser aplicadas, tanto para eventual situação de atraso, falta ou necessidade de reforço. A medida contribui para melhorar as coberturas vacinais, que têm oscilado nos últimos anos.

No total, serão oferecidas 14 tipos de vacinas que protegem contra cerca de 20 doenças:

  • BCG (tuberculose);
  • Rotavírus (diarreia);
  • Poliomelite oral e intramuscular (paralisia infantil);
  • Pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenza tipo b – Hib);
  • Pneumocócica;
  • Meningocócica;
  • DTP;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • HPV (previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais);
  • Febre amarela;
  • Varicela;
  • Hepatite A.

Além disso, neste ano, também passou a integrar o SUS uma nova vacina, já inserida na campanha: Meningo ACWY, que protege contra meningite e infecções generalizadas, causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

As informações são do G1.

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