Inquilinos recebem mensagens de suposto dono de quitinetes e depositam aluguel para golpista

A Polícia Civil registrou duas ocorrências de estelionato na Delegacia Participativa, em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (19). As vítimas moram em quitinetes diferentes, porém na mesma rua, no Bairro Cidade Universitária, e caíram em golpes similares.

Na primeira ocorrência, a vítima de 23 anos informou que mora em uma quitinete e todo dia 10 deposita o valor do aluguel para o dono da casa. Contudo, este mês, recebeu uma mensagem de um celular com DDD 44, não sendo o mesmo contato do proprietário do imóvel.

Na mensagem, o suposto dono falou para que o aluguel fosse depositado em outra conta, o que foi feito. A vítima tirou uma foto do comprovante e enviou. "Alguns dias se passaram e esse mesmo número do DDD 44 me mandou novamente mensagem falando se eu podia adiantar o dinheiro do mês de dezembro, pois relatava estar com problemas de saúde, mas não depositei", contou a vítima.

Somente nesta quinta-feira (19), o verdadeiro dono da casa entrou em contato para avisar que o aluguel não foi pago.

Já na outra ocorrência, a vítima de 24 anos disse à Polícia Civil que também mora em uma quitinete e no dia 5 deste mês recebeu uma mensagem via WhatsApp de um número com DDD 44, com uma pessoa que se identificou como dono do imóvel.

O suposto dono da quitinete pediu para que o dinheiro do aluguel fosse depositado e que "tinha perdido o outro número" em que era mantido contato. "Como era de costume o dono me mandar mensagem por WhatsApp, não desconfiei. A pessoa também me passou uma conta, dizendo que a anterior estava com problemas e que eu poderia depositar naquela que ele estava enviando", falou a vítima.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a vítima depositou R$ 300 na conta do golpista. "Fui dar conta de que tinha caído em um golpe no dia 19 de novembro, quando o dono da kitnet entrou em contato comigo me cobrando. Foi, então, que ele me disse que não tinha sido ele o autor das mensagens", afirmou a vítima de 24 anos.

Os casos foram registrados como estelionato consumado.

As informações são do G1.

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