Você não controla a tempestade, mas pode controlar como reage diante dela

Imagine que você está em alto mar, está dentro de um barco, o controle dele está em suas mãos. Sem terra a vista começa uma grande tempestade, ela não estava nos indicadores, a previsão do tempo sinalizava tempo estável, e mesmo assim ela veio, bem intensa.

Há algumas opções do que ser feito. Existe a possibilidade de você pular no mar, ficar rezando somente, chorar, reclamar do tempo ruim, xingar Deus e o mundo pelo acontecido. Ou você pode tentar conduzir o barco neste momento para que saia vivo de tudo isso e depois ajeite os cacos. O que você escolheria?

Imagino que tentar conduzir o barco. Outra pergunta, o que você realmente faria? Pois é isso que acontece diante dos problemas e situações cotidianas da existência. Acontece alguma coisa e sua reação instantânea é fugir (pular na água), se fechar sozinho, reclamar o tempo todo e culpar o universo pelo acontecido.

É um saco mesmo quando coisas que não estão no controle vêm à tona. Compartilho de tua dor. Contudo se não se toma uma decisão de redução de danos ou de pelo menos seguir com o barco buscando sair da tempestade, todas as outras atitudes que aparentemente te dão conforto momentâneo são as mesmas que vão fazer com que você permaneça dentro do turbilhão.

Não importa o tamanho da atitude em direção ao que importa em sua vida, pegar no leme do barco pode ser uma atitude pequena em tempos bons, mas grandiosa diante da tempestade. Não importa o tamanho, o que vale é que está caminhando.

Às vezes, você não sabe mesmo como sair da tempestade, mas já percebe que tudo que tentou não deu certo. Cabe a reflexão de buscar ajuda e fazer aulas de direção de barco para sair dessa tempestade. Que atitudes você teria mais se a tempestade não tomasse conta de sua vida? Se conseguisse lidar com sua ansiedade, seus problemas?

A vida valeria mais a pena, com certeza.

Psicólogo Vinícius Branquinho
CRP 06/140030

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