Crianças de até seis anos são maioria entre as vítimas de violência infantil

Um levantamento do Programa de Atenção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Violência (FIA/RJ) traçou o perfil das crianças que sofrem com agressões e abusos. No estudo, foi possível identificar que 58% dos casos são de crianças na faixa etária de 0 a 6 anos.

O principal tipo de violência notificada foi o abuso sexual, com 49,3%, seguido pela violência psicológica (24,4%), a violência física (15,6%) e a negligência (10,7%).

Crianças entre 7 e 11 anos de idade são 30% das vítimas, enquanto os adolescentes que sofrem violência correspondem a 12% das vítimas. Segundo o relatório, a preferência dos autores da violência por vítimas mais jovens pode ser explicada pelo fato de crianças mais novas serem mais vulneráveis, e mais sujeitas à manipulação para que mantenham as violações em segredo.

Também foi constatado que as meninas são as que mais sofrem violência. Elas representam 62% das vítimas, enquanto meninos são 37,7%. 

O programa também fez a análise do perfil dos agressores. Segundo o levantamento, o pai é o autor da violência em 40% dos casos, seguido pelo padrasto, com 20%. Há também notificações nas quais o agressor é o avô, tio ou a própria mãe. Esses casos representam 5% das notificações.

Como denunciar
Há dois serviços mantidos para denúncias anônimas, que são recebidas e encaminhadas aos órgãos públicos responsáveis por tomar medidas com relação a elas. São eles o Disque 100, para violações aos direitos humanos em geral, e o Ligue 180, para relato de casos de violência contra a mulher.

Segundo o Ministério, o serviço pode ser utilizado tanto para denúncias de fatos passados ou recorrentes quanto para "pronto socorro", de ocorrências que necessitam de atuação imediata. Em 2020, ao todo, foram 3,5 milhões de atendimentos telefônicos e 350 mil denúncias formalizadas.

Para acionar, basta digitar "100" ou "180" em qualquer telefone, fixo ou móvel. O Disque 100, além de violência contra crianças e idosos, atua também na proteção de pessoas com deficiência, presos, população LGBTQIA+, vítimas de racismo, refugiados e indígenas, entre outros grupos ou situações em que se verifique a violação de direitos fundamentais.

As informações importantes a se ter em mãos no momento da denúncia é a identificação da vítima, do tipo de violência, de um potencial suspeito, recorrência e auxílios de como as forças de segurança podem atuar para encerrar a violação, como indicativos de endereço e pontos de referência.

Importante de que a denúncia não precisa ser feita necessariamente pela vítima. Segundo o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, qualquer pessoa com acesso às informações sobre a violação pode fazer a denúncia.

As informações são da CNN Brasil.

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