Cerca de 73% dos policiais apoiam o uso de armas por civis com restrições

Cerca de 73% dos policiais apoiam o uso de armas por civis, mas defendem restrições. Só 10% dos policiais apoiam a ampla liberação das armas de fogo para a população.

A política de armamento é uma das principais bandeiras do governo de Jair Bolsonaro. Mais de seis mil policiais foram consultados em pesquisa para o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020.

Já 16% se declaram completamente contrários à política armamentista e apenas 10% é favorável à liberação ampla das armas de fogo para a população.

Para o levantamento, foram ouvidos agentes das policias Militar, Civil, Federal, Penal, Rodoviária, além do Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal.

A liberação ampla só recebe apoio de 17% dos Bombeiros e esse é o maior índice nas categorias de seguranças. Menos de 7% dos PMs e 9,4% dos agentes da Guarda Civil são adeptos da liberação total.

Os agentes de segurança que defendem a proibição de porte ou posse de arma de fogo por civis são mais numerosos: 50% dos policias rodoviários são totalmente contrários a armar a população e 29% dos agentes federais também se manifestaram contra o armamento civil.

Entre os PMs, os dados caem para 13,5% — ainda assim superior ao número de quem defende a liberação ampla. O relatório aponta que existem, atualmente, mais de 2,077 milhões de armas com a população civil. Só no ano passado, 186.071 registros na Polícia Federal.

O total é 97% maior que as armas registradas no ano anterior. O número de armas longas, como carabinas, espingardas e fuzis, dobrou de um ano para o outro.

As informações são da Jovem Pan.

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