Prudente é a 4ª região do Estado com maior taxa de mortalidade infantil em 2020

Um estudo publicado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) mostra que Presidente Prudente é a quarta região do Estado com maior taxa de mortalidade infantil por mil habitantes em 2020, atrás da Baixada Santista, Registro e Itapeva.

Em 2019, a taxa de mortalidade foi de 9,80%, enquanto em 2020 o número subiu para 10,46%.

Ainda conforme a Seade, em 2020, a taxa de mortalidade infantil na Região Administrativa de Presidente Prudente foi de 10,46 óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos. Neste período, a região contabilizou 9.462 nascidos vivos e 99 óbitos infantis. 

As principais causas da mortalidade infantil, segundo o estudo, englobam algumas afecções originadas no período perinatal, malformações congênitas, doenças infecciosas e parasitárias, e doenças do aparelho respiratório, que, em conjunto, concentraram 88% dos óbitos em 2020 e 90% em 2019.

Entre esses dois anos foram observadas duas tendências: redução na participação das afecções perinatais, doenças infecciosas e do aparelho respiratório; e aumento na proporção das malformações congênitas e demais causas de morte.

Desempenho por região

Conforme a Fundação Seade, o decréscimo da mortalidade infantil entre 2019 e 2020 induziu maior homogeneidade regional, pois nas regiões com taxas mais elevadas foram registradas as maiores reduções: Ribeirão Preto (29%), Baixada Santista e Itapeva (25%), Araçatuba e Registro (19%), Sorocaba (17%).

Em 2020, as maiores taxas ocorreram na Baixada Santista (11,1 óbitos por mil nascidos vivos), Registro (10,7), Itapeva e Presidente Prudente (ambas com 10,5), enquanto as menores foram observadas em São José do Rio Preto (7,8), Ribeirão Preto (8,6) e Campinas (8,9).

O professor de história, geografia e sociologia, Marcos Lupércio Ramos, destaca que esses números refletem a conjuntura econômica, aumento da pobreza, política e negacionismo.

Ainda em sua avaliação, pontua que a região de Presidente Prudente depende muito do comércio e serviços, áreas bastante impactadas pela pandemia. “Houve aumento do desemprego com queda de renda, um consequente aumento da pobreza.

Outro fator pode estar relacionado ao descaso dos pais em relação à vacinação”, enfatiza.

As informações são do Jornal O Impacial de Presidente Prudente.

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