Polícia prende 17 pessoas que realizavam fraude em vestibular de medicina no Estado de São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia Seccional de Polícia de Assis e em parceria com o Ministério Público do Estado de São Paulo, deflagrou nesta sexta-feira (12) a operação “Asclépio”, que tem como objetivo combater organização criminosa que realiza fraudes em vestibulares para curso de medicina no Estado de São Paulo, inclusive na região de Assis. Até o momento foram realizadas 17 prisões temporárias e 55 buscas foram autorizadas pela Justiça em todo Estado.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em abril de 2017, quando a direção da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) teria descoberto a falsa identificação de cinco candidatos no vestibular de medicina daquele ano. Desta maneira, ainda conforme a Civil, a entidade organizadora do certame, a VUNESP, constatou inconsistências nas identificações datiloscópicas, assinaturas na folha de respostas e também nas imagens captadas dos candidatos aprovados, que foram comparadas posteriormente com os matriculados no curso.

Diante dos fatos, instaurou-se Inquérito Policial nº 01/2018 para apurar os crimes de Organização Criminosa, Estelionato e Falsificação de Documento Público. Constatou-se, portanto, que o sistema criminoso era organizado em três principais frentes: Grupo Familiar;  Grupo dos Captadores e vendedores de vagas; e Grupo de Intermediários na Universidade Brasil. A organização criminosa comercializava as vagas entre R$ 80 mil e R$ 120 mil, de forma parcelada ou até mediante permuta de bens móveis e imóveis.

Além do ingresso em universidades, o grupo atuava também na transferência de alunos para o mesmo curso em faculdades do Estado de São Paulo.

A operação contou com a participação de 350 policiais civis apoiados em cada região do Estado, Policiais Civis de Minas Gerais e Promotores de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Grupos da organização criminosa
O primeiro grupo da organização criminosa é comandado pelo investigado “A.O”, que coordena detalhadamente todas as ações, com envolvimento de seus familiares, para organização, preparação das ações, recebimento e ocultação dos proventos ilícitos.

O segundo grupo é administrado por “A.D.O”, que promove a captação de compradores e vendedores.

O terceiro e último grupo diz respeito a pessoas ligadas a Universidade Brasil, que possui faculdade de medicina com campus em Fernandópolis-SP. São eles quem promovem a oferta e procura pelas vagas naquela distrital.

Informações
A polícia Civil de Assis busca identificar investigados que a quadrilha usava como “clone” para fraudar os vestibulares. Quem souber da identidade de referidas pessoas pode auxiliar através do telefone 181 (disque denúncia), pelo e mail cip.assis@policiacivil.sp.gov.br ou https://www.webdenuncia.org.br

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